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Long Way To Alaska (0)



"Alguns ursos cozinhavam uma bela panela de salmões com um toque refinado de plantas raras que por ali rondavam. Todos estavam preparados para uma bela refeição, pois nesta altura já não tinham que os ir buscar, eram tão meigos que os salmões vinham ter à panela dos ursos malvados.
O problema foi quando chegou a baleia...Não conseguiu entrar na panela."

é com este rústico texto que os Long Way To Alaska se apresentam.
são 4, são de Braga e fazem música folk. sensata, astuta e melodiosa como convém.

preparam-se para lançar o primeiro EP, ainda sem nome, pela Lovers & Lollypops.

a bodyspace teve o exclusivo na divulgação do primeiro tema da EP - o que já aconteceu há uns dias bons.
esperemos que ninguém se chateie connosco se aqui reproduzirmos o tema. chama-se "Bad Bears" e vale a pensa ser ouvido por todos.



os Long Way To Alaska têm datas marcadas para o Café au Lait (21 Nov) e para a primeira parte de Scout Niblett no Passos Manuel (15 Dez).

nota: o Café au Lait não está no www.mapadesalas.net. se alguém quiser fazer o favor de o incluir, sinta-se à vontade.


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Doolittle | 20 anos (0)



facto 1: os Pixies são uma das mais influentes bandas das últimas duas décadas.
facto 2: "Doolittle" é um dos mais importantes álbuns da nossa geração.
facto 3: o "Doolittle" foi lançado há 20 anos.
facto 4: tocaram em Paris recentemente e oferecem-nos 4 temas que tocaram nessa noite.









recordem e desfrutem.

este é "Tame", ao vivo na Brixton Academy em Junho de 1991.
cum caneco!



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Tiny Vipers (0)



Tiny Vipers é o nome pelo qual Jesy Fortino responde.
é uma música de Seattle que começou a sua carreira de uma forma mais convencionalmente pop do que aquela que agora assume.

desde o ep "Tiny Vipers", lançado em 2004 em edição de autor e, mais tarde, em 2007, reeditado pela Luckyhorse Industries, Tiny Vipers desenvolveu aos poucos um estilo muito seu, muito próprio.
os discos que se seguiram - "Hands Across the Void" (Sub Pop, 2007), "Empire Prism EP" (edição de autor, 2007. reeditado em 2008 pela Luckyhorse Industries) e o recente "Life on Earth" (Sub Pop, 2009), confirmaram essa busca pelo estilo sólido e independente.

Tiny Vipers gosta de maximizar o minimal. utiliza esta deconstrução nas suas composições, aterrando com leveza num formato de cariz mais abstracto mas simultâneamente melódico e sedutor.

Tiny Vipers tocará por estes dias em Portugal. amanhã no Plano B no Porto - pela Lovers & Lollypops e Quinta em Lisboa, na ZDB.

curiosamente ontem, a DayTrotter divulgou uma sessão feita com Tiny Vipers. vale bem a escuta.
deixamo-vos aqui com um dos temas, o delicioso "Slow Motion". os restantes estão na DayTrotter disponíveis para escuta e download gratuito, como habitual.


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paralaxe temporal (0)



na Primavera passada Fred Lebain visitou Nova Iorque e fotografou diferentes locais.
regressou a casa, imprimiu grandes formatos com detalhes desses mesmos locais e voltou a Nova Iorque.

o resultado foi este:


uma dica com a excelência de conteúdos design bloom

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Lands & People (0)




Lands & People são 3 bonitos amigos de Baltimore, Maryland, USA.

o nome da banda não foi escolhido ao acaso. a sua música é feita de terras e gente. bruma, memórias, saudades e encontros..

"The Ampersand EP" (2008) e "Lands & Peoples EP" (2009) - ambos edição de autor, é a sua discografia.

este é o "Lands & Peoples EP". completo e disponível para download gratuito.

<a href="http://landsandpeoples.bandcamp.com/album/lands-peoples">Introduction (Six Weeks) by Lands &amp; Peoples</a>



eis um vídeo de "Heart and Gold", do "The Ampersand EP", no web-show da Polygon Tree Productions "A Hour of Kindness", um programa que se dedica a promover bandas de Baltimore City sem editora.


música para acordar devagarinho numa segunda-feira com cheiro a domingo..
uma banda a reter.
...e ouvir, ouvir, ouvir..


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70*7 eucaristia dominical #51 (0)


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faster, pussycat! kill! kill! #44 (2)



I WAS A TEENAGE WEREWOLF (1957)
Gene Fowley Jr.


Dr. Alfred Brandon: I'm going to TRANSFORM him, and unleash the savage instincts that lie hidden within... and then I'll be judged the benefactor. Mankind is on the verge of destroying itself. The only hope for the human race is to hurl it back into its primitive norm, to start all over again. What's one life compared to such a triumph?

Tony é um teenager delinquente baralhado com as hormonas. É um revoltado, um misfit que luta por tudo e por nada com constantes explosões de raiva. Quando o caso se torna clínico, é tratado por hipnose por um tipo de doutor / cientista maluco que o injecta com um soro que desenvolve nas horas vagas e que acredita que consegue reverter um humano até ao seu estado animal. E o soro funciona. Tony transforma-se em lobisomem e começa a assassinar os colegas do liceu e a ser perseguido por todos. Uma experiência ilegal com consequências trágicas onde o lobisomem não nasce com a dentada de outro lobisomem mas sim do lado negro da ciência.

Filme teenager típico de cinema drive-in, feito para teenagers com o terror e a mensagem subliminar a terem maior importância que a própria história.

Filmado em sete dias com orçamento reduzido, tem a força dramática na representação de Michael Landon (do Anjo na Terra e Bonanza). É como se o James Dean no Rebel Without a Cause e Marlon Brando no The Wild One se juntassem ao Chewbacca e este fosse um assassino sedento de sangue com unhas e dentes grandes.

Esta cheio de truques visuais que compensam as deficiências de produção e funcionam como potenciadores do ambiente de terror. E este assusta mesmo. Daqueles que fez muito com pouco.



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gasosa convida #26 (0)



Onde Estamos(?)

O paradigma da geo-localização irrompeu furioso no virar do milénio. Violou tudo o que o dava pelo nome de dispositivo móvel, entrou pelas casas e instalou-se nos computadores (quase sempre utiliza a internet para o fazer, o que me leva a desconfiar que estão juntos nisto).

As profecias de 1984 (em 1949) esboçavam um futuro diferente, mais do género “estamos-te a ver”. Agora, “não te vemos mas sabemos onde estás”. As câmaras fotográficas têm GPS, os telemóveis têm GPS, os carros têm GPS, os gps’s têm GPS. Anda tudo preocupado em saber onde está, (ninguém) em saber para onde vai. Uma explicação teológica deste fenómeno poderia ser a seguinte: a população mundial aumentou, as emissões de gases para a atmosfera toldam-Lhe a vista e Ele, como bom pastor que perde o sono em cada ovelha tresmalhada, cria o GPS (God Positional System).

Aceite-se ou não esta explicação, o facto é que os sistemas de informação geográfica, aliados aos dispositivos móveis (quais órteses dos tempos modernos), estão a redefinir a nossa relação com o mundo, catalisando a reconciliação entre espaço físico e ciberespaço.

É largamente reconhecido o valor que os sistemas de informação geográfica (SIG), onde se incluem os de localização, têm para o estudo de populações e fenómenos naturais. No entanto, algumas das suas ferramentas foram adaptadas para utilizações em contextos mais pragmáticos. Um exemplo disso é o “GPS” (leia-se navegador GPS para automóvel) que se tornou objecto indispensável para um largo número de condutores, quase da mesma forma que o telemóvel, a internet, a televisão e a rádio se tornaram para os cidadãos das sociedades ditas avançadas.

A democratização destes recursos, outrora acessíveis somente a especialistas, fez emergir uma neogeografia caracterizada pela participação massiva de utilizadores, activos e passivos, não-especialistas na matéria. Dos geobrowsers, como o Google Earth, às aplicações cartográficas avançadas, como o KML, está acessível (muitas vezes gratuitamente) um rol de ferramentas que permitem ao utilizador publicar o seu próprio atlas, anotando as suas descobertas, as suas preferências (sociais, culturais, entre outras) numa plataforma de referenciação geográfica.

Outra potencialidade latente nesta tecnologia é a da comunicação interpessoal. Não é de estranhar, por isso, que as empresas de telecomunicações sejam as primeiras a lançar-se no mercado, acrescentando aos seus dispositivos (outrora utilizados para transmissão de mensagens), estes recursos tecnológicos.

Etimologicamente, comunicar significa “tornar comum”; e a partilha do mesmo espaço é, possivelmente, um dos mais antigos e primários denominadores comuns de um grupo. Em Portugal, um exemplo recente deste fenómeno é o Localizz da TMN (ferramenta indispensável a qualquer esposa insegura), no entanto, outras incursões, na minha opinião mais interessantes, têm sido dados no domínio das social networks, geoblogging e geojournalism.

Esta breve reflexão não pretende fazer futurologia, nem muito menos juízos de valor sobre tecnologias. A invenção de novas ferramentas, métodos e conceitos coloca o homem numa posição privilegiada, tornando-o detentor de novos conhecimentos que, como sempre, podem servir causas mais ou menos nobres, mais ou menos deploráveis. A arte, juiz privilegiado neste julgamento, está atenta ao desenrolar das operações. As exposições de media art incluem um número crescente de obras que incorporarem esta tecnologia, descontextualizando-a, expondo-a, ironizando-a e, mais importante, questionando-a.

Por agora, resta esperar e observar qual o impacto que ela poderá vir a ter no nosso quotidiano: se ultrapassará a sua condição de widget ou se, enquanto tal, terá uma passagem efémera.

João Cordeiro | www.joaocordeiro.eu | www.houdiniblues.com | www.bitradio.net

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